Inside Joke |
How could that be logical? - por airton gabriel |
A verdade dói e me tratam como se ela não estivesse impregnada em mim.
Mas a verdade não é para ser escarrada na cara dos outros.
Ela apenas tem que ficar clara; isso não quer dizer que precisa doer tanto.
Sem gritos. Sem procurar culpados. Sem cinismo. Sem dedos apontados.
Eu conheço minhas verdades, aliás, eu sou o único obrigado a lidar com elas.
É complicado também ter que se obrigar a aceitar mudanças.
As coisas vão mudar, e isso independe da sua vontade.
Mas tem coisas que são tão nossas que podem permanecer exatamente como são.
Como o amor. A gente pode amar para sempre…
Quando a gente ama, o amor é único. Não se mede. Não se torna maior.
Amor é amor.
O que aumenta é a necessidade, o vício, a dependência.
O que é aumenta é a saudade, a falta, a dor de não tê-lo.
Cabelos mudam. Rostos mudam. Gostos mudam. Cenários mudam.
Mas o que eu sinto…
O que eu sinto continua forte. Continua inalterável.
Vivi muita coisa. Pode parecer insignificante para qualquer um na condição de espectador, mas para mim significou tudo.
Significa, ainda.
Porque, mesmo que a gente deseje muito, reze, espere e implore para o tempo, as coisas não terminam quando acabam.
E o que eu sinto? O que eu sinto continua forte. Continua inalterável.
| Ela: | Tira isso da boca. |
| Ele: | O que? |
| Ela: | O Cigarro. |
| Ele: | Não sabia que você se importava com cigarros |
| Ela: | Não me importo, mas tira isso da boca. |
| Ele: | Isso o que? |
| Ela: | O Cigarro. |
| Ele (rindo): | Porque você ta brava? |
| Ela: | Não to, para de rir. |
| Ele: | Não to rindo. |
| Ela: | Ta sim. |
| Ele: | Isso daqui é um sorriso e é pra você. |
| Ela: | Lindo, agora tira o cigarro da boca. |
| Ele: | Mas eu acabei de acender. |
| Ela: | Tira o cigarro da boca! |
| Ele: | Porque as mulheres fazem isso? |
| Ela: | Isso o que? |
| Ele: | Isso aí que você ta fazendo. |
| Ela: | Eu não estou fazendo nada. |
| Ele: | Ta sim olha aí. |
| Ela: | O que? |
| Ele: | Sua sobrancelha direita levantou. |
| Ela: | E o que isso quer dizer? |
| Ele: | Que você está irritada e terrivelmente apaixonante. |
| Ela: | Tira isso da boca, por favor! |
| Ele: | Melhor? |
| Ela: | Não, mas obrigada. |
| Ele: | Não? |
| Ela: | Não. |
| Ele: | Ah! Então vou acender outro cigarro. |
| Ela: | Vou levantar minha sobrancelha de novo. |
| Ele: | Aí eu posso me apaixonar. |
| Ela: | Duvido.Para de sorri assim. |
| Ele: | Assim como? |
| Ela: | Com essa cara de predador. |
| Ele rindo | |
| Ela: | É serio.Para. |
| Ele: | Não sou um predador. |
| Ela: | Mas sorri como um. |
| Ele: | Talvez eu seja só bonito e charmoso. |
| Ela: | Aé? |
| Ele: | Uhum. |
| Ela: | Acho que você devia acender outro cigarro. |
| Ele: | Acha? |
| Ela: | É você fala pouca besteira com a boca ocupada. |
| Ele: | Eu poderia ocupar minha boca com outra coisa. |
| Ela: | O que? |
| Ele: | Não importa…É só fogo. |
| Ela: | E pra que? |
| Ele: | Pra te esquentar. |
| Ela: | Não to com frio. |
| Ele: | Mas ta com vontade de me amar. |
| Ela: | Quem disse? |
| Ele: | Sua sobrancelha direita. |
| Ela: | Ela ta falando que você é inconveniente. |
| Ele: | Isso é porque sou fumante? |
| Ela: | Não só por isso. |
| Ele: | Sua sobrancelha levanta e você sorri porque me quer. |
| Ela: | Você é ridículo. |
| Ele (rindo): | Você não tem senso de humor. |
| Ela: | Meu Deus para de rir. |
| Ele: | Nunca. |
| Ela: | O que você quer? |
| Ele: | Quero você. |
| Ela: | E se você conseguir? |
| Ele: | Aí vou tentar amar, mas não prometo nada. |
| Ela: | Não promete? |
| Ele: | Ta sorrindo por quê? |
| Ela: | Você é bom em furtar as coisas. |
| Ele: | Sabia que você ia perceber. |
| Ela: | Agora é tarde. |
| Ele: | Por isso acendi esse cigarro. |
| Ela: | Sério? |
| Ele: | O que você ta fazendo? |
| Ela: | Fumando. |
| Ele: | O cigarro é meu. |
| Ela: | Não Mais. |
| Ele: | Tira isso da boca. |
| Ela: | O que? |
| Ele: | O cigarro. |
| Ela: | Pensei que você não se importasse com cigarros. |
| Ele: | Vai ficar mesmo com esse sorriso? |
| Ela: | Vai ficar mesmo com o meu coração? |
| Ele: | Vou. |
| Ela: | Então o cigarro é meu. |
| Ele: | Então abaixa a sobrancelha e me ama de volta. |
| Ela: | Isso nunca foi negociável. |
| Ele: | Gostou do cigarro? |
| Ela: | Toma. |
| Ele: | Não quer mais? |
| Ela: | Quero. |
| Ele: | Você é estranha. |
| Ela: | E você me ama. |
| Ele: | Amo. |
| Ela: | Então você que é estranho. |
| Ele: | Talvez. |
| Ela: | Larga isso! |
| Ele: | Isso o que? |
| Ela: | Minha mão. |
| Ele: | Nunca. |
| Ela: | Promete? |
| Ele: | Prometo. |
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Pense na vida como um buraco, onde você está enterrado. Você pode cavar pra cima ou você pode cavar pra baixo. Eu cavei pra baixo. Eu estive no fundo desse buraco. Nesse buraco eu aprendi que alguns pensamentos nunca devem se transformar em palavras. Eu aprendi que alguns sentimentos nunca devem se transformar em atitudes. Eu cavei pra cima. Eu estou na linha de largada. Eu estou onde eu estive desde o ínicio. A diferença é que agora estou sem fôlego, estou cansado, estou exausto. Estou chorando todas as lágrimas sufocadas que segurei na minha escalada. Agora eu me permito ser fraco novamente. Quem determina quando o velho acaba e o novo começa? Não é o calendário, não é um aniversário, nem um ano novo. Sou eu. Um novo ano, uma nova fase. Apenas mais dias, mais algumas semanas, mais alguns meses que irão se arrastar. Mais tempo para fazer tudo diferente. O momento que você se dá conta que não há tempo suficiente, porque você quer viver para sempre.
Uma nova fase começou e me vi de pé chorando assistindo uma queima de fogos, descarregando 365 dias de lágrimas sufocadas. Ali não era um choro, era um desabafo em um momento em que eu não seria julgado, em que ninguém me apontaria o dedo e ninguém me perguntaria o que houve. Eu apenas receberia um abraço. Eu tive um abraço, eu tive vários abraços, e mesmo assim me senti mais sozinho do que nunca. Ele não estava lá. Ou o meu álguem, qualquer alguém, somente um alguém que eu ainda não sei quem, não estava lá. Eu queria saber ficar só comigo mesmo, seria mais fácil. Eu se eu descobrir que preciso de amor novamente e não o tiver? E se eu gostar e depender dele? E se eu modelar minha vida toda em volta dele, para então ele acabar? Se me permite o exagero, o amor é como a morte. A diferença é que a morte acaba, e isso pode durar pra sempre.
Eu quero correr o risco. Eu quero acertar. Eu quero amar de novo. Eu quero mudar minha vida. Eu quero errar. Os erros são dolorosos, mas eles são a única maneira de descobrir quem você realmente é. Eu sei quem sou agora. Eu sei o que eu quero. Tudo pode ser diferente agora.
Vivo sem um pedaço de mim. Perdi em uma guerra. Não morri, não vou morrer, apenas irei conviver com isso pelo resto da minha vida. O que eu posso fazer é escolher a maneira como vou lidar com isso. Já passei pela pior fase, agora não é muito melhor, apenas é confortável.
Me arrancaram o amor da minha vida. Eu não escolhi, eu não permiti, eu nunca quis, simplesmente me levaram embora a chance de ser feliz. Não tive a chance de lutar por aquilo que me prendia os pés no chão. De repente meu chão sumiu, e eu estava sozinho com as armas apontadas sem ter um alvo. Atirei a esmo tentando encotrá-lo novamente. Sempre de raspão, algumas balas perdida e alguns tiros no pé. A guerra de um único atirador.
Se me odiasse, eu estaria melhor. Saberia que gastou um tempo pensando em mim. A indiferença é uma anestesia que não surte efeito na ferida eternamente aberta. Então eu irei em busca de outras guerras, de outros motivos para lutar. No momento luto por mim. A batalha de um único guerreiro.
Talvez eu justifique minha carência, talvez eu entenda os meus medos. Eu não sou ninguém para ser melhor que alguém, apenas sou um comum, mas o que me diferencia agora é a cautela. As vezes eu procuro entender o porque da diferença. Vejo as vezes o motivo dos meus textos, das minhas expressões e de sentimentos tão confusos. Você sabe e já viu como eu respirava ofegante sem nenhum suspiro pra acalmar a noite. Você estava lá quando tudo se criou, quando o monstro tornou-se parte do meu cotidiano. Hoje é apenas um monstro que mora embaixo da minha cama e eu sei que não existe, mas eu ainda tenho medo. Tenho vontades, vontades de sentir alguém do meu lado, vontades de sentir algo palpitando sem ser meu coração. Não quero que me reconheçam, mas também não quero ser invisível. Minha fase aonde eu penso o que ninguém pensa, aonde eu sinto o que ninguém sente. Sempre me rotulam como diferente, em todos os sentindos, sinto até o preconceito que transborda em olhos alheios. Agora para satisfazer meu ego basta ser eu mesmo. Ontem eu sonhei, hoje eu quero realizar. Tente respirar sem falar, tente falar sem respirar. Sinta a respiração ofegante, suspire. Não sou nada, nem ninguém, sou alguém que não sente o frio porque agora ele faz parte de mim.
Estive pensando sobre o fim. No fim das coisas, no fim de tudo. No fim de um namoro, no fim de um filme, no fim do amor, no fim da vida. E quase não cheguei à conclusão alguma. O fim é feito de lembranças. Lembranças de um namoro que acabou, lembranças da história de amor do filme que acabou de terminar enquanto os créditos ainda sobem em um fundo preto, lembranças de um amor que acabou mas deixou cicatrizes eternas, lembranças de um vida que foi embora mas deixou toda uma vida de lembranças com quem ficou. O fim é quando a eternidade acontece numa promessa quebrada. Sim, uma eternidade. Porque a partir do momento em que algumas memórias nascem, elas se tornam imortais. Então elas se repetem no infinito. A promessa quebrada sobre o “para sempre” não mata as lembranças, eu ousaria dizer até que as fortalece. Parece que precisamos perder ou estar longe de alguém para buscarmos as memórias que criamos; E essa busca por memórias se chama saudade. Então a eternidade não morre realmente, ela se repete infinitamente através da memórias. E eu sei, nós sabemos, como eu disse anteriormente, algumas memórias são imortais… E é um fardo doloroso de carregar. Com isso chego à conclusão que não existe um fim. Existe um fim para sempre. Existe o fim que não tem fim. Talvez não tenha ficado claro - provavelmente não ficou – mas é assim que eu vejo o fim. O fim que não termina quando acaba. Fim.
Tenho a impressão de que até o vento percebeu que eu mudei. Ele bate contra meu corpo e percebe que não há mais uma dor no lado esquerdo do meu peito, agora ele encontra apenas um imenso vazio. Um vazio onde outrora era um baú de frustrações, de decepções e de sonhos que me foram arrancados pela metade. E então é isso. Sou eu mesmo, mas pela metade. Sou o que você sente e o que nem imagina. Sou o aqui e o agora, e sou o ontem. Sou bilhetes e recordações guardados em caixas velhas. Sou músicas antigas e inesquecíveis. Sou um pouco do que fui, e um projeto do amanhã. Sou!
A vida sempre em uma constante metamorfose.
Tenho me tornado um céu nublado que devora tudo com um cinza tão vago quanto a ausência de cor. Meu cinza preenche todo os ambientes com um tom blasé e com meu silêncio que não mais incomoda. Um silêncio confortável indicando que todas as angústias se calaram e meu interior não grita mais, apenas descansa. Tenho me tornado um abraço que se repete como quem diz: “Vai ficar tudo bem!”. Ando tão vago que dispenso qualquer sentimento. Isso não doi, apenas acalma. Abraça a alma. Minhas memórias não me pegam mais de surpresa. Minhas memórias foram dopadas, tranquilizadas. Mas elas ainda existem, estão comigo, carregam vestígios de dor, mas estão tão fracas que se perdem no meio da indiferença.
Mas esse transe não pode durar para sempre. A gente sempre tem que sentir. Temos que abraçar a angústia. Temos que viver o amor. Temos que viver e criar as próximas cicatrizes.
A vida sempre em uma constante metamorfose entre a lagarta e a borboleta.
Hoje meu silêncio é confortável. Meu silêncio é seguro, é como se fosse um muro de contenção para qualquer lágrima que queira sair. Se eu separar meus lábios, se eu deixar as palavras saírem, a contenção desaba e as lágrimas escorrem. Parece que o choro é uma tentativa ridícula e desesperada para pedir atenção. É quando você dilacera seu orgulho e nada mais importa. Você só chora e espera que isso resolva tudo. Mas tudo que você consegue é parecer ridículo e frágil.
Estou no meio do caminho, e aqui o esforço para voltar ou seguir em frente é o mesmo. Eu não sei se é mais nostálgico esperar por algo novo ou reviver momentos. Eu gosto de reviver as coisas. É como se o presente fosse o almoço e o passado fosse a sobremesa. Mas tudo acaba sempre da mesma forma: Você começa a lembrar de momentos e termina se torturando porque tudo podia ser diferente, tudo podia ser melhor. Cansaço não é limite. A gente cansa, mas a gente ainda pode continuar. O limite é você que decide. Meu limite é meu amor-próprio e meu orgulho, os descobri dentro de mim. Os achei, nunca mais os perco. Se sentir que estou perdendo, é hora de parar. E a dor mais pesada que existe é aquela que você carrega sozinho, porque tem certeza que é o único que sofre com ela. Mas se a dor não é recíproca, é porque o amor também não foi. E eu sou muito masoquista. Porque para mim a dor é muito atraente. Não a física, mas a dor que vem de dentro. Penso no que não devia. Ouço o que não devia. Vejo o que não devia. Sofro por opção.
Born This Way
Só peço que você não me ame com tudo o que você pode, e muito menos priorize a mim acima do que você sente por você mesmo.
Assim como cheguei até...
Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço...
The dog days are over. The dog days are done. The cats are coming. So you better run. :)
Meu corpo é meu diário, e minhas tatuagens são minha história!
(Johnny Deep)
Sério. Eu estou impressionado com o fato de que os fãs da Britney Spears estão conseguindo deixar nos TT’s do...
Eu troco suas ilusões por sonhos.